Jul 23, 2011

Eu tenho medo da morte, mas não posso viver por muito tempo.

Jun 19, 2011

Jun 1, 2011

We are merging and i can’t no longer classify what of it is a part of me, and what it’s not.

May 30, 2011

May 23, 2011

Minha mente parece viver ausente do meu corpo. Constantemente ela parece divergir da condição física que me encontro. É como se ela estivesse sempre distante, em algum lugar o qual eu não tenho acesso, como se eu estivesse em dois lugares ao mesmo tempo, vivendo de dois jeitos ao mesmo tempo. Me sinto ausente de quase todos os lugares.

May 22, 2011

lungs

E ela dormiria aquela noite, como todas as outras, com o peso do ar de seus próprios pulmões. Mas desta vez, como aquele que fecha seus olhos com toda força, desejando que algo realmente aconteça, como um pedido; ela respirou fundo, mais que fundo, e desejou que antes que suas costas encontrassem o colchão, uma faca lhe atravessasse o peito.

darkness falls

I believe there’s a huge amount of darkness inside of me, and that’s why I always choose a dark side over other things, that’s my relation to the world and it’s own darkness, and that’s what I share with it. The darkness that consumes me, is the same one that I give back.

May 4, 2011

É preciso dividir minhas frustações, e é preciso ainda saber o que eu estarei disposta a perder.

Apr 29, 2011

cause these whispers, they sound like death. and it’s by the night, they come to tell me and yet remember me, that I was not supposed to live in that world. and I am not coming back in time, i was already late, and they are not sorry. you are sorry cause the stone and the flower were already under another name, not yours.

Mar 20, 2011

a morte rima comigo

começo a aceitar que as coisas parecem se enclausurar. não diante de mim, mas em mim. não sou o começo de nada, mas sinto-me como o fim de quase tudo. aquele lado escuro da estrada por onde as pessoas não tendem a andar. o tempo é sempre contra, e é certo que esse tempo chegará mais cedo para mim. o aperto na garganta é real. eles me chamam pra ir embora, e o caminho não tem cor. dente por dente, e membro por membro, se separando de algo que nunca pareceu sequer estar junto. as luzes dos prédios ficam acesas até de madrugada, e os carros passam depressa, mas a rua continua vazia. os anjos são feitos de pedra e a morte rima comigo.

Jan 10, 2011

i think, right now, i realized we don't belong together, because i'll never belong to anyone or anything, and neither those things, or anyone, they could never belong to me, cause nothing belongs to anyone, but people don't realize that. maybe their so called possessions, they are the ones who possess people while they are here, while we are here.

i've never meant stop breathing for missing someone, because that's not possible, and i'll not be possible, at least for me. i can still breathe with or without you, missing or not missing you, cause it doesn't matter what happens, i can't count on anyone to live.

i think i am in my path now, and that's a whole another world, and i'm not sure if i want to be happy, or if i even know how to be and stay happy, cause i just see the bad things on everything even looking for the good thing. but now i'm sure i have something more to keep going. for a while.

Dec 30, 2010

whiteness

I am darkness and darkness is me. But now i have a white template.

Oct 19, 2010

i always knew that i wanted to die. i just didn't imagine it would be that soon.

Oct 18, 2010

Mais uma vez, pela segunda, terceira e quarta, e quinta e tanta vez. Eu sei que está voltando. Voltando sem ter nunca ido embora. Eu me volto pra um problema pra fugir de um outro que já é muito pior, para que eu não precise passar por tudo isso de novo. O tempo passa, e cada dia a única certeza que me resta, mais cedo ou mais tarde, a bala será o meu destino.

Oct 5, 2010

funeral

Passávamos por essa longa estrada, meu pai e eu, dentro de um carro vermelho, que parecia ir em uma velocidade mais lenta que o normal. Este carro por sinal, era a única coisa colorida, era vermelho, musgo. Não se achava outra cor entre os tons de preto, cinza e branco. O carro seguia por uma estrada sem saídas, uma linha reta apenas, bem extensa. Em algum momento cheguei a conclusão de que se tratava de um vale de cemitérios, e mais nada, apenas uma vastidão de lápides que iam de encontro ao horizonte.

Continuamos, na mesma velocidade, e a estrada parecia não ter fim. Quando que praticamente de súbito, surge esta mansão, pela qual passamos com uma velocidade ainda mais reduzida. Como todos os cenários anteriores, a mansão não parecia ter ninguém, estava com portas e janelas fechadas, e possuía uma ampla entrada, sem portões. Havia também um chafariz, desligado, enquanto que estacionado entre a porta principal e este mesmo chafariz, havia um ônibus, totalmente preto, vidros pretos fechados que também impossibilitavam de visualizar qualquer coisas que estivesse dentro dele. Este ônibus enunciava o mesmo vazio da casa, que por sua vez enunciava o vazio daquele local.

Além da falta de pessoas, não existia sequer som de alguma coisa, as coisas pareciam existir num vácuo. Seguimos viagem, enfim.