Apr 29, 2011
cause these whispers, they sound like death. and it’s by the night, they come to tell me and yet remember me, that I was not supposed to live in that world. and I am not coming back in time, i was already late, and they are not sorry. you are sorry cause the stone and the flower were already under another name, not yours.
Mar 20, 2011
a morte rima comigo
começo a aceitar que as coisas parecem se enclausurar. não diante de mim, mas em mim. não sou o começo de nada, mas sinto-me como o fim de quase tudo. aquele lado escuro da estrada por onde as pessoas não tendem a andar. o tempo é sempre contra, e é certo que esse tempo chegará mais cedo para mim. o aperto na garganta é real. eles me chamam pra ir embora, e o caminho não tem cor. dente por dente, e membro por membro, se separando de algo que nunca pareceu sequer estar junto. as luzes dos prédios ficam acesas até de madrugada, e os carros passam depressa, mas a rua continua vazia. os anjos são feitos de pedra e a morte rima comigo.
Jan 10, 2011
i think, right now, i realized we don't belong together, because i'll never belong to anyone or anything, and neither those things, or anyone, they could never belong to me, cause nothing belongs to anyone, but people don't realize that. maybe their so called possessions, they are the ones who possess people while they are here, while we are here.
i've never meant stop breathing for missing someone, because that's not possible, and i'll not be possible, at least for me. i can still breathe with or without you, missing or not missing you, cause it doesn't matter what happens, i can't count on anyone to live.
i think i am in my path now, and that's a whole another world, and i'm not sure if i want to be happy, or if i even know how to be and stay happy, cause i just see the bad things on everything even looking for the good thing. but now i'm sure i have something more to keep going. for a while.
i've never meant stop breathing for missing someone, because that's not possible, and i'll not be possible, at least for me. i can still breathe with or without you, missing or not missing you, cause it doesn't matter what happens, i can't count on anyone to live.
i think i am in my path now, and that's a whole another world, and i'm not sure if i want to be happy, or if i even know how to be and stay happy, cause i just see the bad things on everything even looking for the good thing. but now i'm sure i have something more to keep going. for a while.
Dec 30, 2010
Oct 18, 2010
Mais uma vez, pela segunda, terceira e quarta, e quinta e tanta vez. Eu sei que está voltando. Voltando sem ter nunca ido embora. Eu me volto pra um problema pra fugir de um outro que já é muito pior, para que eu não precise passar por tudo isso de novo. O tempo passa, e cada dia a única certeza que me resta, mais cedo ou mais tarde, a bala será o meu destino.
Oct 5, 2010
funeral
Passávamos por essa longa estrada, meu pai e eu, dentro de um carro vermelho, que parecia ir em uma velocidade mais lenta que o normal. Este carro por sinal, era a única coisa colorida, era vermelho, musgo. Não se achava outra cor entre os tons de preto, cinza e branco. O carro seguia por uma estrada sem saídas, uma linha reta apenas, bem extensa. Em algum momento cheguei a conclusão de que se tratava de um vale de cemitérios, e mais nada, apenas uma vastidão de lápides que iam de encontro ao horizonte.
Continuamos, na mesma velocidade, e a estrada parecia não ter fim. Quando que praticamente de súbito, surge esta mansão, pela qual passamos com uma velocidade ainda mais reduzida. Como todos os cenários anteriores, a mansão não parecia ter ninguém, estava com portas e janelas fechadas, e possuía uma ampla entrada, sem portões. Havia também um chafariz, desligado, enquanto que estacionado entre a porta principal e este mesmo chafariz, havia um ônibus, totalmente preto, vidros pretos fechados que também impossibilitavam de visualizar qualquer coisas que estivesse dentro dele. Este ônibus enunciava o mesmo vazio da casa, que por sua vez enunciava o vazio daquele local.
Além da falta de pessoas, não existia sequer som de alguma coisa, as coisas pareciam existir num vácuo. Seguimos viagem, enfim.
Continuamos, na mesma velocidade, e a estrada parecia não ter fim. Quando que praticamente de súbito, surge esta mansão, pela qual passamos com uma velocidade ainda mais reduzida. Como todos os cenários anteriores, a mansão não parecia ter ninguém, estava com portas e janelas fechadas, e possuía uma ampla entrada, sem portões. Havia também um chafariz, desligado, enquanto que estacionado entre a porta principal e este mesmo chafariz, havia um ônibus, totalmente preto, vidros pretos fechados que também impossibilitavam de visualizar qualquer coisas que estivesse dentro dele. Este ônibus enunciava o mesmo vazio da casa, que por sua vez enunciava o vazio daquele local.
Além da falta de pessoas, não existia sequer som de alguma coisa, as coisas pareciam existir num vácuo. Seguimos viagem, enfim.
Oct 3, 2010
Decidi começar a escrever. Na verdade o escrever já estava decidido há tempos, mas só agora o tempo me deu essa oportunidade. E se tem algo que eu odeio, e muito, é o tempo. São poucas, senão nenhuma, além de mim, as coisas as quais eu odeio, talvez eu nem odeie o tempo, mas odeio o fato de eu sempre estar sem ele, e não conseguir resolver esse problema. E provável que eu nunca resolva, e a probabilidade de eu saber que a maiorias das coisas não se resolverão é o que torna tudo mais difícil.
Queria ter aquele meu caderno, aquele que peguei do colégio para que eu pudesse escrever tudo aquilo que eu não dizia pra ninguém, aquele que eu escrevi contando os dias para não precisar mais escrever, e esperando ainda que "quando eu estivesse mais velha eu iria rir disso tudo", que não passava "da minha fase de adolescente". Hoje sabemos que a verdade as tais coisas não foram embora, e não vão. Mas ainda sinto falta de não ter achado meu caderno.
As coisas sempre tendem a piorar mas de uns tempos pra cá elas não só pioraram, como parecem estar acontecendo de forma mais rápida. Eu me sinto num caminho sem volta porque ele realmente não tem volta. As coisas parecem estar sem cores e eu já não me sinto viva. Acho que nunca me senti.
São poucas as coisas pelas quais eu realmente sinto vontade. Mas sei que ainda aprecio os momentos em que não preciso estar diretamente em contato comigo, aqueles momentos em que posso assistir a bom filme, ou ouvir aquela música. Essas são coisas que parecem me adormecer por algum tempo, fazendo com que eu não precise lidar comigo mesma. Talvez seja por isso que sempre estou com fones de ouvido, eu preferia conviver com eles por mais tempo.
O que me chateia de verdade não é o fato de se ter feridas, todo mundo as tem, e elas se curam com o tempo. Mas as minhas parecem tomar um rumo diferente, como se por cada vez que eu tirasse suas cascas, ela sangrassem e se formassem novamente, mais feias e mais doloridas. Eu sei que o teor das coisas que escrevo soam muito pessimistas, e que de fato eu seja, talvez. Mas ainda pretendo me dedicar a falar do que eu gosto, e do que me faz bem, mas não agora. Tenho, mais uma vez, a liberdade de escrever o que eu quero para esse papel, porque eu sei que ninguém o verá senão eu mesma. Acho que na pior das circunstâncias isto seria lido apenas uma vez que eu não estivesse mais aqui, logo não faria mais diferença. Foi exatamente por isso que decidi somente hoje começar a escrever.
Eu poderia ficar aqui escrevendo talvez por muito tempo o que eu ainda tenho a dizer, mas agora preciso comer um pouco. Daí uma coisa que eu gosto muito, comer. Soa como um diário ter de dizer o que estou fazendo em seguida… mas eu não me importo, eu até gosto. Talvez você seja um diário, o meu diário.
Queria ter aquele meu caderno, aquele que peguei do colégio para que eu pudesse escrever tudo aquilo que eu não dizia pra ninguém, aquele que eu escrevi contando os dias para não precisar mais escrever, e esperando ainda que "quando eu estivesse mais velha eu iria rir disso tudo", que não passava "da minha fase de adolescente". Hoje sabemos que a verdade as tais coisas não foram embora, e não vão. Mas ainda sinto falta de não ter achado meu caderno.
As coisas sempre tendem a piorar mas de uns tempos pra cá elas não só pioraram, como parecem estar acontecendo de forma mais rápida. Eu me sinto num caminho sem volta porque ele realmente não tem volta. As coisas parecem estar sem cores e eu já não me sinto viva. Acho que nunca me senti.
São poucas as coisas pelas quais eu realmente sinto vontade. Mas sei que ainda aprecio os momentos em que não preciso estar diretamente em contato comigo, aqueles momentos em que posso assistir a bom filme, ou ouvir aquela música. Essas são coisas que parecem me adormecer por algum tempo, fazendo com que eu não precise lidar comigo mesma. Talvez seja por isso que sempre estou com fones de ouvido, eu preferia conviver com eles por mais tempo.
O que me chateia de verdade não é o fato de se ter feridas, todo mundo as tem, e elas se curam com o tempo. Mas as minhas parecem tomar um rumo diferente, como se por cada vez que eu tirasse suas cascas, ela sangrassem e se formassem novamente, mais feias e mais doloridas. Eu sei que o teor das coisas que escrevo soam muito pessimistas, e que de fato eu seja, talvez. Mas ainda pretendo me dedicar a falar do que eu gosto, e do que me faz bem, mas não agora. Tenho, mais uma vez, a liberdade de escrever o que eu quero para esse papel, porque eu sei que ninguém o verá senão eu mesma. Acho que na pior das circunstâncias isto seria lido apenas uma vez que eu não estivesse mais aqui, logo não faria mais diferença. Foi exatamente por isso que decidi somente hoje começar a escrever.
Eu poderia ficar aqui escrevendo talvez por muito tempo o que eu ainda tenho a dizer, mas agora preciso comer um pouco. Daí uma coisa que eu gosto muito, comer. Soa como um diário ter de dizer o que estou fazendo em seguida… mas eu não me importo, eu até gosto. Talvez você seja um diário, o meu diário.
Nov 17, 2009
I want to be a good woman.
I feel like turning into this someone really bitter. I am not like this. I'm so young, but feel like I'm old and dying already. What ever happended to me?
Jun 29, 2009
Jun 7, 2009
Jun 3, 2009
Jun 1, 2009
Subscribe to:
Posts (Atom)